A
descoberta de ouro foi o primeiro impulso
para o surgimento de Capão Bonito, nome
que no tupi-guarani significa "mato redondo",
"porção de mato isolado no meio do campo"
ou "ilha do mato". O sub-solo da região,
rico em minérios, atraiu jesuítas, bandeirantes
e mineradores fazendo surgir um povoado
que ganhou o nome de Freguesia Velha de
Nossa Senhora da Conceição. O local ficava
às margens do rio das Almas, onde, conforme
relato de historiadores, estariam as riquezas
da terra.
A elevação do povoado à condição de vila
ocorreu em 2 de dezembro de 1.811, sob jurisdição
do município de Itapetininga. Trinta anos
depois, com o fim do senho do ouro, o padre
Joaquim Manoel Alves Carneiro conseguiu
uma gleba de terras para acolher os moradores
da vila. A área foi doada por Pedro Xavier
dos Passos, que adquiriu uma parte da fazenda
Capão Bonito. O proprietário da fazenda
era Rafael Tobias de Aguiar.
O local era uma espécie de Sesmarias, enormes
áreas de terras cedidas pelo imperador.
Em 1840, todo o povoado se transferiu para
as novas terras que ficaram conhecidas como
Capão Bonito de Paranapanema.
Com ele foi também a capela de Nossa Senhora
da Conceição. Em 24 de janeiro de 1.843
o nome Capão Bonito se tornou definitivo,
já na condição de Distrito de Paz. Passaram-se
14 anos e, em 2 de abril de 1.857, o local
se transformou em município através de lei
promulgada pelo governador da Província
de São Paulo, Conselheiro José Joaquim Fernandes
Torres. A instalação oficial ocorreu em
23 de janeiro de 1.858.
Atualmente, com uma população de mais de
80 mil habitantes, Capão Bonito se destaca
pela sua produção agrícola diversificada
e forte desempenho na área de pecuária.
Outros segmentos da economia local incluem
indústria cimenteira, madeireira e exploração
de minérios.