Fundado
em 1580, na oportunidade da concessão de
sesmaria aos índios de Pinheiros, de acordo
com os registros existentes no Arquivo do
Estado de São Paulo e nos arquivos da Torre
do Tombo, em Portugal, o município de Cotia
foi participante ativo das Entradas e Bandeiras
no Brasil. Vários bandeirantes, entre os
quais citamos Fernão Dias, Manuel Esteves,
Pero Dias e Antonio Bicudo, entre tantos
outros capitães do mato são citados na história
deste Município paulista. Data de 1626 a
chegada de Raposo Tavares, com sua gente,
aos domínios de Cotia. Desta época importante
na história brasileira, são testemunhos
os Sítios do Mandú e do Padre Inácio, as
residências rurais do século XVII, construídas
de taipa de Pilão, monumentos tombados pelo
Instituto Brasileiro de Patrimônio Cultural,
ainda hoje existentes no Município de Cotia.
Além deste patrimônio histórico, Cotia mantém
a preservação de seus recursos naturais
e ecológicos, como é o caso da floresta
do Morro Grande, a represa Pedro Beicht,
além do Distrito de Caucaia do Alto, todas
elas regiões de mananciais muito procuradas
pelos adeptos do turismo ecológico. Um dos
grandes potenciais turísticos do município
está na Roselândia, área famosa na produção
de flores, especialmente de rosas. A Praça
Japonesa também é um marco importante da
colonização nipônica na cidade. Cotia recebeu
sua Emancipação Político-Administrativa
em 2 de abril de 1856. Pelo censo demográfico
de 1980, a cidade contava com mais de 62
mil habitantes, taxa essa que hoje deve
estar por volta de 170 mil habitantes. Como
a cidade de Santos, a cidade de Cotia tem
como Padroeira a Nossa Senhora do Monte
Serrat, cuja festa é comemorada em 8 de
setembro.