Ibiúna
tem sua história ligada ao bandeirantismo,
já que suas terras estavam estrategicamente
na rota dos desbravadores. Sua história
surge nos idos de 1618, quando partia de
São Paulo a maior Bandeira (com quatro mil
homens, além de religiosos), com a missão
de catequisar e conquistar os índios, que
depois de aprisionados trabalhavam como
escravos em novas conquistas e escavações
minerais.
As chuvas constantes, a inlfuência litorânea
e a própria conotação geográfica mantinha
o vale envolto num lençol de neblina. Foi
por esse motivo que os indígenas a denominaram
Una (escuro ou escura), mais tarde com adendo
Ibi (terra), formando a denominação Terra
Escura.
Dados históricos indicam que as condições
climáticas podem ter impedido uma colonização
a partir das primeiras Bandeiras (1518 e
1618). Nos relatos existe apenas a menção
da fixação de colonizadores na região.
A colonização e fundação de Ibiúna vieram
somente no início do século 18. Em 1710,
Manoel de Oliveira Carvalho ganhou do rei
de Portugal uma sesmaria, que era tocada
por escravos. Mais tarde a fazenda passou
para o capitão-mor Salvador Leandro Rolim
das Dores.
Em 1857, a então Una teve suas terras demarcadas,
definitivamente. Mas só em 30 de novembro
de 1844 passou a ser chamada de Ibiúna.
Embora sua data de fundação conste como
24 de agosto de 1811, a cidade teve reconhecimento
jurídico de sua extensão territorial em
foi elevada a município em 24 de março de
1857.
A principal atividade econômica de Ibiúna,
atualmente com cerca de 80 mil habitantes,
é a agricultura. Tanto que pelo menos 50%
dessa população encontra-se na zona rural.
Mas o turismo é uma atividade em ascenção
no município, que vem investindo para o
incremento desse segmento econômico.