No
que diz respeito à constituição do município,
o caminho foi aberto decididamente no século
XIX: em 1830 Indaiatuba tornou-se Freguesia
da Vila de Itu e em 1859 foi elevada a categoria
de Vila. Já a data de fundação do povoado
inicial é incerta. A tradição oral estabelece
que a povoação foi fundada em fins do século
XVII, por José da Costa, que teria edificado
uma capela de madeira junto ao Rio Jundiaí,
próximo à foz do Ribeirão Votura (atual
Córrego do Caldeira) também conhecido como
Córrego Barnabé ou Bela Vista). O povoado
teria se iniciado em torno da capela.
O pesquisador Francisco Nardy Filho dá
uma dimensão lendária para a ereção da capela:
José da Costa, após procurar uma novilha
na região "que ia dos campos do pai Pirá
até o Rio Tietê", cansado de um dia de andanças,
teria resolvido matar a sede no Ribeirão
Votura e inesperadamente ali encontrando
uma imagem de Nossa Senhora da Candelária.
Com a imagem nas mãos teria feito uma prece
e, quase que de imediato, encontrado o animal
perdido, como por efeito de um milagre.
A este acontecimento estaria relacionada
a construção da capela.
O pesquisador Scyllas Leite de Sampaio
entende que José da Costa teria sido um
dos herdeiros de Domingos Fernandes, por
sua vez fundador de Itu. Isso justificaria
não só a sua presença nas terras que dariam
origem ao povoado de Votura, como também
a posse destas mesmas terras, e até mesmo
a ereção de uma capela em devoção à Nossa
Senhora da Candelária (uma espécie de homenagem
a Domingos Fernandes, que em 1610 erigiu
em Itu - então Ütu-Guassu - uma capela sob
a mesma invocação).
Por volta de 1740, os habitantes da povoação
original, pouso habitual de tropeiros, teriam
se transferido para uma área de terras devolutas
existente entre duas sesmarias, a aproximadamente
seis quilômetros de distância, na direção
de Campinas. A transferência teria sido
motivada por uma violenta epidemia de varíola,
relacionada, pelos moradores. à insalubridade
local.
A história subseqüente de Indaiatuba deu-se
a partir deste novo local.