Jundiaí
limita-se com 11 municípios: Várzea Paulista,
Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar,
Pirapora do Bom Jesus, Cabreuva, Itupeva,
Louveira, Vinhedo, Itatiba e Jarinu.
A povoação de Jundiaí começou a ser reconhecida
a partir de 1651, com a inauguração da capela
dedicada à Nossa Senhora do Desterro "dois
anos após o inicio de sua construção". 0
que remete à 1649, à existência de um povoamento
regular. Nesta época, a presença de uma
"capela curada" era essencial para o reconhecimento
de uma comunidade.
Em 14 de dezembro de 1655, Jundiaí foi elevada
à categoria de vila, sendo seu primeiro
plano urbanístico efetuado em 1657. No entanto,
o primeiro contato entre europeus e indígenas,
bem como, a efetiva ocupação da região pelos
brancos, constituem-se ainda em objetos
de muitos estudos e especulações.
No século XVII, quando da efetiva fixação
do branco nesta região, a agricultura possuía
a função de subsistência, muito embora haja
notícias da exploração de frutas cítricas
e marmelais.
No século XVlll, com o crescente desenvolvimento
da então Província de São Paulo (Estado),
houve a implementação de pequenas atividades
relacionadas às Tropas de Comércio, particularmente
as de natureza comerciais; como estalagens
e pequenos "emporiuns".
No século XIX, após a implementação da cafeicultura
no Estado – primeiro no Vale do Paraíba
e, posteriormente, no Oeste Paulista –
algumas áreas de Jundiaí também foram destinadas
a este tipo de plantio, inclusive com a
utilização da mão de obra negra escrava.
De Vila
a Cidade
Elevada
à categoria de cidade em 28 de março de
1865, Jundiaí tornou-se, nas décadas seguintes,
numa estratégica área de entroncamento ferroviário.
Em 1887, concluiu-se a Ferrovia Santos –
Jundiaí. Em 1872, era inaugurada a Cia.
Paulista de Estradas de Ferro, em 1873 a
Cia. Ituana, em 1890 a Cia. Itatibense e,
finalmente, em 1891 a Cia. Bragantina.
Com o desenvolvimento ferroviário, surgiram
pólos de imigração na região, com a chegada
de ingleses, espanhóis e italianos.
Após a substituição da mão-de-obra negra
escrava, o processo de imigração em Jundiaí
foi impulsionado por intermédio de incentivos
governamentais. Como exemplo, pode-se citar
a criação do Núcleo Colonial "Barão de Jundiaí",
implementado pelo então Presidente da Província
de São Paulo, Dr. Antônio de Queiroz Telles
(Conde do Parnaíba), filho do Barão de Jundiaí
e agraciado também com o título de "Apóstolo
da Imigração Italiana" .
Com a chegada do final da segunda metade
do Séc. XIX, e praticamente nos finais da
Monarquia brasileira: Jundiaí era considerada
um expressivo centro produtor de café em
São Paulo.
Em 1887 e 1890, houve uma massa migratória
vinda de região de Veneto, Piemonte e Lombardia,
na Itália. Foi então que a partir de 1890
a cidade começou a receber um maior número
de imigrantes italianos.
Talvez, Jundiaí não tenha sido o eldorado
sonhado pela "boa gente" que aqui aportara,
porém, a estreita convivência com a laboriosa
colônia fez com que, desde de logo, as influências
começassem a surgir numa perfeita e entrosada
cultura, numa verdadeira miscigenação em
conseqüência das gerações que iam sucedendo-se.
Depois desse surto imigratório, a cidade
começou a deixar aquele ar das velhas cidades
Luso brasileiras, para ser marcada por um
neoclassicismo tipicamente italiano. E assim,
o italiano através de sua milenar civilização
foi criando uma nova aparência em terras
novas da América.
Na atividade industrial, a primeira metade
do século XX, esteve muito ligada à produção
fabril. Destacaram-se as lndústrias Argos,
Japi e Milani.
Com a expansão Industrial da segunda metade
do século, novas metalúrgicas instalaram-se
em Jundiaí. Como exemplo pode-se citar a
Vigoreli do Brasil (já extinta), a Petri,
a Tusa (hoje Siemens) entre outras. Também
pode-se destacar a indústria alimentícia.
Atualmente Jundiaí possui um dos maiores
parques industriais da América Latina.
A história da formação de sua sociedade
também mescla-se com a efetiva ocorrência
de correntes imigratórias e migratórias
dos pós-segunda guerra. Dentro desse contexto,
Jundiaí possui uma ampla gama de diferentes
experiências sociais, que acumulam culturas
de várias regiões do país e do mundo.
Destaca-se hoje o forte desenvolvimento
na área cultural, educacional, tecnológica,
turística e ambiental da região, sendo a
Serra do Japi, um patrimônio histórico de
toda a sociedade. Na área de lazer, a chegada
dos parques temáticos já produzem uma clara
modificação neste setor com a provável criação
de inúmeros empregos.