A
história de Pilar do Sul começa a ser contada
a partir de 1850 com a chegada e Movimentação
de tropeiros, caçadores e mineradores em
busca de metais preciosos. Com a vinda de
famílias procedentes de São João Del Rey
(MG) e de tropeiros que começaram a utilizar
o lugarejo apenas conhecido pelas pedras
onde usavam para piloar a carne de caça
onde que faziam a paçoca de carne e também
utilizavam os pilares de pedras existentes
para curtir couro dos animais que caçavam.
Motivo esse que começaram a chamar o lugar
de Pilar. “ Vamos no Pilar, caçar
e fazer paçoca”.
Outro motivo que ajudou a justificar o nome
do local “Pilar” foi a religiosidade
dessas famílias mineiras. Que, pela devoção
a Nossa Senhora do Pilar, Santa Espanhola,
reforçaram a idéia de chamar o local de
Pilar.
- Pilão de Pedra e Madeira (onde socavam
a carne para fazer a paçoca).
- Pilar (onde estivam a caça para o manejo
da carne e do couro).
- N. Senhora do Pilar (Santa de devoção
dos mineiros).
Em
1.865, Antonio de Almeida Leite (Tenente
Almeida) adquiriu uma sesmaria nesta região,
trazendo consigo muitos escravos a fim de
estabelecer uma fazenda agrícola e logo
em seguida ergueu uma pequena capela em
homenagem ao Bom Jesus do Bom Fim, o qual
era devoto. Em 1868 doou um terreno à Paróquia
da Diocese de Sorocaba.
Em 11 de maio de 1877, João Batista Ribeiro,
com autorização do Bispo da época, fundou
a Vila de Pilar elevando-a a categoria de
Paróquia, por Lei Providencial.
Em 1891, no dia 12 maio, através de decreto
a vila de Pilar ganhou a categoria de Município,no
dia 20, do mesmo mês, instalaram uma intendência
nomeando o Sr. Euzébio de Moraes Cunha como
sendo primeiro prefeito do recém formado
município de Pilar.
Durante o início do século XX o município
enfrentou muitas dificuldades para se desenvolver,
as condições precárias de estradas e a agricultura
pouco desenvolvida desencadeou estaginação
resultando na perda de sua autonomia política,
voltando à condição de distrito, pertencente
ao município de Piedade-SP em 1934.
Dois anos depois, no dia 5 de novembro de
1936 Pilar reconquistou sua autonomia-política,
retomando o desenvolvimento do município.
Nessa luta para a emancipação política destacaram-se
os deputados Diógenes Ribeiro de Lima e
Elias Machado de Almeida e do próprio Armando
de Oliveira Sales, neste ato como governador
do estado. Em março do ano seguinte, Eugênio
Theodoro Sobrinho tomou posse como primeiro
prefeito eleito. Nesse mesmo ano, a Câmara
de Vereadores aprovou a lei que doava lotes
a todos aqueles que quisessem construir
prédios de qualquer natureza. Essa investida
serviu para alavancar o desenvolvimento
da cidade que até então tinha somente 137
prédios. Na década de 40 o número de casas
da cidade já tinha triplicado. Em 1.944,
o Município passou a ser chamado de Pilar
do Sul.
Privilegiado pelo clima subtropical, incrustado
entre rios e vales e portadora de riquezas
naturais inexploradas, como sertão, nascentes
e reservas da mata atlântica, são os grandes
atrativos deste município que também preserva
a tradição herdada dos mineiros e dos viajantes
tropeiros, destacando-se regionalmente pelas
atividades campeiras.
Na culinária, o prato que merece destaque,
não só pela história que originou o nome
da cidade, mas pelo sabor é a paçoca de
carne, socada no pilão, bastante apreciada
na região.
Pilar do Sul é uma cidade hospitaleira que
preserva os costumes caboclos, típicos da
cidade do interior, favorecendo a qualidade
de vida de quem escolhe a cidade como lar.
Atualmente cresce a cada ano dando destaque
ao desenvolvimento agropecuário que é responsável
por 70% da economia do município.
A potencialidade turística do município
evidente em vários aspectos é um novo reforço
para a economia do município que é conhecido
como a Nascente das Águas.