A
história de fundação de Salto começa em
16 de junho de 1698, quando o capitão Antonio
Vieira Tavares inaugurou a primeira capela
da cidade, dedicada à Nossa Senhora do Monte
Serrat. O aglomerado que se formou ao redor
da capela passou a ser conhecido como "Salto
de Itu", em referência a uma bela queda
d'água, na época já bastante conhecida por
ter sido um obstáculo às expedições que
desciam de canoa o rio Tietê. O nome, Salto,
só surgiu oficialmente em 29 de dezembro
de 1917.
A partir de 1919, com a instalação da Brasital,
Salto passou a ganhar características industriais.
Foi quando deixou de ser vila e passou à
condição de cidade, já com a presença de
mais de cem famílias de imigrantes italianos.
A chegada de outros italianos, em grande
escala nas décadas de 20 e 30, acabou por
influenciar a cultura local, transformando
a cidade numa grande comunidade ítalo-saltense.
A incorporação dos costumes e tradições
dos imigrantes observa-se até os dias de
hoje através de várias manifestações e da
nomenclatura de ruas e espaços culturais,
como por exemplo o Teatro Municipal "Guiseppe
Verdi" e outras instituições artísticas
da cidade.
Com uma população estimada em cem mil habitantes,
o município de Salto está geograficamente
bem situado por ficar próximo de grandes
centros urbanos como São Paulo, Campinas
e Sorocaba. Como resultado dessa posição
privilegiada, a cidade tem a base de sua
economia estabelecida num diversificado
parque industrial e um dinâmico centro comercial
e de prestação de serviços.
Outro segmento econômico que se destaca
em Salto é o de turismo. Além do selo da
Embratur, reconhecendo o seu potencial turístico,
a cidade conquistou a classificação de Estância
Turística, depois de fazer grandes investimentos
de recuperação e preservação de pontos turísticos
de natureza histórica, artística, paisagística
e religiosa. O retorno dessa iniciativa
veio em forma de investimentos empresarias,
nas áreas de hotelaria e turismo, que deram
um novo impulso à economia local.