Antônio
Maximiliano Fidélis, ou simplesmente "Antônio
Fogueteiro", como era mais conhecido por
ser fabricante de rojões, sentado junto
a uma fogueira à margem do rio Pirapora,
na véspera de São João, após a recitação
do terço, disse em tom profético: "Isto
aqui ainda será uma cidade".
Aí começa a história da cidade de Salto
de Pirapora, que um dia depois, em 24 de
junho de 1906, teria sua semente plantada
e se+ria oficialmente fundada por Antônio
Fogueteiro e por Felício Lencione, que junto
aos seus companheiros, lavradores e operários
das pedreiras calcárias, sonhavam em construir
uma povoado que ficasse mais próximo de
seus ofícios.
Fogueteiro e Lencione, por serem trabalhadores
humildes, viraram motivo de chacota para
muitos, que não acreditavam que a idéia
pudesse ser levada adiante. Mesmo assim,
demarcaram o local que seria a sede da cidade
e a batizaram de Salto de Pirapora, em virtude
da cachoeira do rio Pirapora que ficava
próxima ao local. Cachoeira em tupi-guarani
significa salto e pirapora, peixe, denominando
a cidade: Salto de Pirapora.
No ano seguinte, a primeira capela do local
foi construída (onde hoje se localiza a
Igreja Matriz), por João de Góes que também
doou uma imagem de São João Batista, considerado
padroeiro da cidade, à pequena igreja. No
dia 6 de outubro do mesmo ano, foi rezada
a primeira missa na capela, pelo padre Luiz
Sicluna, que mais tarde, em 1921, comandou
a construção da primeira igreja do povoado.
Em 1911, Salto de Pirapora foi elevada a
vila e incorporada como distrito do Município
de Sorocaba no dia 18 de agosto do mesmo
ano. Em 30 de dezembro de 1953, o distrito
foi elevado à categoria de município.