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fertilidade do solo dos terrenos marginais do Rio
Tietê atraiu, já nos últimos
anos do século XVIII, grande número
de aventureiros e pessoas afeitas à lavoura,
que para cá vieram. Quase na embocadura do
Ribeirão do Pito Aceso ou da Serra, estava
localizado o ancoradouro das canoas que formando
as "Monções", demandavam
para Mato Grosso e , nas suas proximidades os moradores
eventuais construíram suas primeiras habitações,
que depois formaram a Rua do Porto Geral, primórdio
da cidade, conhecido, como Pirapora. Este era o
ponto de pouso obrigatório daqueles viajantes
embarcados em Porto Feliz.
Em 1806 já constituíam número
considerável de habitantes e, não
possuindo assistência espiritual, pediram
a criação de uma Paróquia
para o Bairro, o que foi autorizado, por alvará
em 03 de Agosto de 1811, sendo assim criada a
Freguesia da Santíssima Trindade de Pirapora
do Curuçá (com uma área de
10 mil braças quadradas), sendo considerados
seus fundadores: Alferes José Antonio Paes,
Vicente Leme do Amaral, Major Luís Antônio
de Assunção e Mathias Teixeira da
Silva e foi nomeado o Padre Manuel Paulino Ayres
para a Paróquia.
Em 1831 foi criada a primeira Escola pública
denominada Escola Régia", para ambos
os sexos, e que só teve professor em 1841,
na pessoa do Eleuthério José Moreira.
Em 08 de Março de 1842, sob a Lei número
200, a então Freguesia foi elevada a Município,
sendo esta considerada a data de fundação
da cidade sendo que a sua instalação
se deu em 09 de Janeiro de 1845, com posse dos
Vereadores eleitos para compor a Câmara
Municipal, sendo o Tenente Joaquim de Almeida
Leite e Moraes, o primeiro Presidente.
Em 1852 a cidade foi aumentada, com a abertura
de novas ruas até o "Largo dos Curros",
hoje a Praça Dr. Elias Garcia, abertura
de novo Cemitério, contando já com
mais de 50 engenhos que fabricavam aguardente
e açúcar batido.
A então Freguesia, em 1867, já
com crescimento adiantado, foi renomeada para
Tietê, extraído da linguagem indígena
"té é té", cujo
significado alude ao RIO, que se mostra "muito
fundo e corrente" e corta a cidade.
Assim, sucessivamente, a cidade foi se desenvolvendo,
com novas escolas primárias, criação
de imprensa, iluminação pública
a lampiões, telégrafo da Sorocabana,
abertura de ramal ferroviário, construção
de Teatro, abolição da escravatura
e início da imigração italiana.
Logo depois surgiu a República, o que
motivou novos anseios de progresso, como edifícios
novos, jardim público, forma definitiva
das ruas, Grupo escolar, Santa Casa de Misericórdia,
Banda de Música, lavoura e comércio
prósperos. Depois, inesperadamente, um
grande pesadelo sobreveio, a epidemia da febre
amarela, em 1890. Tietê estaciona por algum
tempo e depois retoma a prosperidade.
A seguir suas administrações trataram
de dotar a cidade de água encanada, luz
elétrica, telefone, mercado, matadouro,
rede de esgoto, etc. e assim sucessivamente, até
os dias de hoje. |